ESTHER PROENÇA SOARES
PORTUGUÊS
BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

Sou paulistana, por nascimento e paixão. Meu pai também nasceu nesta cidade, coisa rara naquele tempo, pois São Paulo foi povoado em grande parte por moradores que vieram de outros lugares. Com ele aprendi a amar nossa Pauliceia Desvairada. Vivi entre homens: pai, três irmãos, marido, cinco filhos, e ainda ganhei um neto para criar como filho. O universo masculino sempre fez parte do meu cotidiano. Com os irmãos jogava futebol, pulava sela, colecionava figurinhas e fazia luta livre até um dos dois “pedir água”. O universo feminino veio pela mãe, por uma tia preciosa que morava conosco e pelas muitas amigas com quem brincava de casinha, príncipes e princesas; e de Teatro, sem dúvida minha paixão maior. Artistas de palco não eram prestigiados naquele tempo e meus pais não me permitiram ser atriz, nem mesmo quando, aos vinte anos, participei de um primeiro e único filme na Vera Cruz. Meu pai, sempre atento a nossa formação intelectual, era o grande provedor de livros: todas as semanas trazia-nos alguma publicação nova. Mas foi minha tia, a quem sempre dedico tudo que escrevo, quem abriu para mim o mundo mágico das palavras: leituras, declamação, estimulo à escrita criativa e, sobretudo, à imaginação, à magia da Literatura de grandes autores. O quintal era o nosso espaço de brincar e sonhar: tínhamos galinhas, formigas e um grande pessegueiro onde eu me encarapitava para ler e filosofar com viagens pelo mundo lá fora a ser um dia visitado. Esses fatos foram muito importantes, pois marcariam minhas produções como escritora: “a criança é o pai do homem”, como dizia Rousseau. E Freud confirmava. Fiz meu primário no Grupo Escolar, nos tempos em que o ensino lá era o melhor de São Paulo. E, graças a esse bom começo, fui excelente aluna no Colégio Rio Branco. Por isso vejo com enorme tristeza o sucateamento das escolas públicas de nosso país. Entrei em Letras Neo-latinas, na USP, aos 18 anos. Já casada e mãe, voltei às Letras como professora particular. A paixão pelos estudos renasceu e voltei pela segunda vez À USP, onde me graduei em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes. Agora, como professora de Teatro, não mais como atriz. Em um desvio inesperado, acabei trabalhando com o teatro da vida, com Relações Humanas na Vida Corporativa. Dediquei também décadas ao trabalho comunitário com milhares de voluntários, em ONGs. Fiz formação em Psicodrama Pedagógico no GETEP (Grupo de Estudos de Técnicas Psicodramáticas) e em Locução Radiofônica no SESC. Toda minha formação se concentrou, portanto, em Prática de Ensino, em busca de Métodos Pedagógicos que pudessem otimizar o aprendizado. Com tanta bagagem acumulada na convivência de criança e de adulta com gente de todas as camadas sociais, muitas histórias foram me impressionando pela riqueza de emoções e sentimentos. E eu recriava essas histórias, flashes de minha vida que mereciam registro. Tardiamente publiquei meus primeiros livros de contos, “Nós, o gato e outras histórias” em coautoria (Miró), “Inventario das Sobras” (Escrituras). Também o infantil “Era uma vez um gato xadrez” (Escrituras) e um paradidático, “A arte de escrever histórias”, (Manole) para jovens escritores nascentes. Outros em área de vida empresarial, como “A MESA, arranjo e etiqueta”, (Escrituras) já em nona edição. Minha atividade maior, hoje, é promover Oficinas de Escrita Criativa, onde estudamos Teoria Literária com pessoas interessadas em escrita e em leitura crítica. Em dezembro de 2016, publiquei o livro “Disco de cartolina”, (Pólen Editora), mais uma coleção de fragmentos de vivências guardados nas gavetas, onde estou desnudando os meus sentimentos verdadeiros em poemas, pois, diferentemente do mestre maior, não penso que o “poeta é um fingidor”. Coloco-me à disposição de quem quiser trocar informações sobre nossos trabalhos pelo email: estherpsuol.com.br Obrigada por seu interesse em conhecer um pouco de minha vida lendo esta minibiografia.