EUNICE ARRUDA
PORTUGUÊS
BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

          Poeta, nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Radicada na Capital, vem desenvolvendo atividades relacionadas à literatura, coordenando oficinas, leituras públicas de poesia e dedicando-se especialmente à escritura de poemas. Integrou a chamada “Geração 60”, ocasião em que lançou seu primeiro livro É tempo de noite, pela Massao Ohno Editora.
          Cursou “Comunicação e Semiótica”. Com 15 livros publicados foi premiada no Concurso de Poesia Pablo Neruda, organizado pela Casa Latinoamericana, Buenos Aires, Argentina e é presença em antologias no Brasil e no exterior.
          Por tais iniciativas recebeu o prêmio de Mérito Cultural conferido pela União Brasileira de Escritores/RJ e em 2005, foi homenageada com o prêmio Mulheres do Mercado, concedido pela Casa de Cultura Santo Amaro – São Paulo/SP.
          Tem poemas gravados no programa Momento do poeta –  Instituto Moreira Sales (IMS) – SP, disponível na Rádio IMS: www.ims.com.br.
          Participou, com leitura de poesia, em junho de 2009, da programação especial da Casa das Rosas na exposição “Mulheres do Planeta”, de Titouan Lamazou, realizada na OCA – Parque do Ibirapuera.


                                               DEPOIMENTO
 
          Por uma questão de fidelidade continuo o árduo, gratificante ofício de escrever poesia. Iniciado por acaso ou mesmo por uma profunda e desconhecida intenção. É um caminho quase invisível, fino como um risco de lápis sobre o papel, talvez para os outros. Para mim, uma certeza. Uma necessidade de captar as emoções, os pensamentos e devolvê-los depois ao mundo, transformados em outra linguagem: a da poesia. Poesia gerada pelo sentimento que vai sendo objetivado por procedimentos artísticos que impõem uma organização, de acordo com as normas e valores do presente e do passado.
          Ao lado do previsível cotidiano, corre um outro aspecto, um outro rio: o poeta e seu nervo exposto que morre e ressuscita em cada poema. Em cada poema escrito esgotamos o sentimento e ficamos depois, no escuro, as mãos vazias até o momento de outra criação. Assim, abraçados por múltiplas existências, seguimos perseguindo, buscando as palavras como uma felicidade atingível.
          E o poema, que nasce desta experiência singular vai adquirindo novas dimensões na medida em que entra em contato com o público. É um segundo momento, quando a força – também criativa – do leitor faz com que ao poema se incorpore uma nova vida. Realizando sua trajetória no mundo, modifica algum caminho. Acrescenta. Por esta profunda, conhecida intenção, exerço o gratificante ofício de escrever poesia.

                                              
Eunice Arruda