SILVIA MOTA
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BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

Aos 58 anos, quem sou eu? - Olhar poético sobre passado, presente e futuro...

Experiências humanas são aprendizados diretamente retirados da vida. Somente aos que vivem, com intensidade, permite-se poetizar a Vida, com suas alegrias e tristezas. No concernente às últimas, algumas pessoas optam pelo ato da ruminação constante e, nesse bate e volta, contam e recontam as lágrimas aos divãs eternos dos psicanalistas, na ânsia de obter respostas para o que se encontra no seu próprio interior. A relevância de um profissional, na vida de quem se encontra fragilizado é imprescindível, mas, não como forma de entrega ao fatalismo.

Opto por amadurecer as emoções. E o faço, dia-a-dia. Sem pressa. Corri a vida inteira e atropelei-me, tantas vezes! Agora, silencio meu silêncio. Posso ouví-lo, enfim! E, nessa paz, balbucio as letras de Freud: “Seja qual for o caminho que eu escolher, um poeta já passou por ele antes de mim.” Assim sendo, se alegre, escrevo meus poemas; se triste, escrevo meus poemas. Em todas as circunstâncias, escrevo meus poemas! Transformo, l - i - t - e - r - a - l - m - e - n - t - e, tudo, em poesia!

Ao condão dos 58 anos, olho o passado, o presente e, a imaginar meu futuro, exponho, após magníficos tombos e vitórias, algumas linhas.

O Tempo Passado é referencial do que desejo ou não que se repita na minha vida. Permito-me chorar às recordações, algumas doces; outras, por demais, amargas. Mas, aos seus efeitos, jamais sucumbo! Se os ultrapassei é porque fui mais forte! Por que fenecer, agora, às lembranças? Ao contrário, por elas, existirei! Sem o passado, não estaria a consagrar o presente. Seria pedra bruta ou cristal - pouco importa. Enraizada, num caminho sem história. Fadada à morte prematura, por surgir solitária e sem conteúdo. Inconsistente. Frágil. Sem contexto. Apartada da categoria de “gente” – ser humano humanista – e sem os enredos que oferecem sentido à minha história de vida. Rancores do passado, elimino, se é que abrolham! Apropriando-me da pureza poética de Márcia Moreno, em seu “Anel de pedra”, resmungo baixinho: quantas pedras sabão encontradas pela vida! Por outro lado, pergunto-me:

Qual a diferença, entre as pedras?
Brilhante ou sabão – quanto importam?
A pedra preciosa deleita corações;
mas, pode ser arma fatal, pelo corte que possui.
A pedra sabão, se encanto não ostenta,
nas mãos de Aleijadinho, conquistou a eternidade!
Importante, mesmo, é poetizá-las.
Quão relevante o domínio,
das pedras brilhantes e das pedras sabão,
nas vias do meu passado!
Ao pensá-lo, sinto meu poder.
Alcancei o presente!

O Tempo Presente... Ah! Este é o agora; a depender de mim, sempre juvenil, porque é o momento no qual respiro minhas emoções todas, compreendendo-as nos mais minuciosos detalhes. Não existe presente sem passado, mas, pela capacidade de recriá-lo, mantenho-os independentes. Sem lugares à fatalidade! E, essa coisa de “sofro no presente, pelos males do passado”, não inaugura suas indecências na minha forma de viver a vida. Rigorosa comigo mesma sofro - somente - enquanto não desafio as circunstâncias. Não me permito entregar derrotas e vitórias ao império do destino! Vitoriosa, serei, enquanto lutar para estabelecer meus objetivos de vida. Ao contrário, derrotada, se desistir. Não estanco frente às perdas aparentes; nem me preocupo mais com sorrisos invejosos e ações perniciosas, que se respaldam na insegurança idiota dos seres humanos consigo mesmos. Perdas atuais transformo-as em ganhos. No momento da lesão, permito a iluminação dos meus desejos. E – FÉ – desafio as mudanças! Batalhas são batalhas, sempre existirão. Não vencerei todas, pois alegrias e tristezas, desgraças e venturas, sorrisos e lágrimas são fatos da vida. O que diferencia os seres humanos uns dos outros é a forma como ultrapassam as adversidades. Por tal motivo, sou rigor, comigo mesma. Fiel aos meus anseios procuro, em cada ação, o primor da Ética, do Direito e da Justiça. Contudo, SEI-ME HUMANA E PASSÍVEL DE FALHAS. Nesses momentos, não recorro a ninguém, julgo-me - eu própria – e cultivo a RESPONSABILIDADE, ao ASSUMIR AS CONSEQUÊNCIAS dos meus atos. Consumida pelas dores, tenho a certeza de vencê-las. Se desejar. Não fosse assim, como justificar momentos cruéis ultrapassados frente à Morte? Se à Grande Dama Negra sobrevivi, sabendo-a certa, o quê, impossível? A partir desses apotegmas, teço meu próprio conceito de Felicidade: “É a certeza que tenho, nas profundezas da minha Vida de que, se desejar, planejar e agir, através da FÉ, alcançarei meus desígnios, que não se concretizarão, necessariamente, da forma como prevejo em determinada fase da vida. Isso, porque a emoção denigre, quando não se faz acompanhar da sabedoria.”

Cultivo a vergonha no rosto e no coração!
Cruel – por demais - com os próprios erros.
Reconheço.
Falha?
Não sei, mas sou assim.
Urdo uma necessidade insana
de estraçalhar-me, por inteiro,
frente à constatação dos meus disparates,
para reconstruir-me, pouco a pouco.
Eu, mesma!
Fênix.
Necessito da verdade,
como a flor do perfume,
a fonte da água,
as estrelas de um céu.
E, aos enlevos desta paixão,
não existem meios termos,
pois não me permito
empacar pelos caminhos.
Se evidentes os retrocessos
- aos olhos desleais – derrotas!
- aos olhos atentos – sabedoria!
Sirvo-me dos leões,
que recuam a pata traseira,
para ampliar a força do salto,
normalmente, certeiro e fatal!
Passo a passo, caminho ao futuro!

O Tempo Futuro – sedutor - pois desconhecido. Encanto-me aos seus mistérios. Desafio-o, conscientemente, a cada último dia do ano! E, a cada ano, imprimo mais rigor!

Meu futuro provoca-me, o tempo todo,
como um amante apaixonado!
E, apaixonada que sou,
retribuo-lhe os pecados todos,
em forma de Esperança!
Na cadência do que serei,
permito-me ser flor, ou,
simplesmente perfume,
a evaporar no ar...
Não aceito a morte dos sonhos!
Sem tal virtude, onde a Poeta?
Sem a poeta, onde “Eu”?
Sem “Eu”, onde o Futuro?
Sem o Futuro, onde a Vida?
Sem a Vida... onde a Morte?
E, não havendo Sonhos,
como receber a Morte, sem temê-la?

Reafirmo que sou Causa e Efeito. Por conseguinte, vigio o presente e preparo meu futuro, que só a mim pertence! Sem arrogância.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz"
Cabo Frio, 9 de janeiro de 2010 – 16hs. 

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Linha do tempo 

Em 1951, do amor gerado ao som inigualável do piston de Geraldo Sílvia Mota e à escrita dos versos incandescentes de Mariinha Mota, surgi ao mundo. Aos 10 anos fui menina descalça e conquistei todas as calçadas de Piquete, cidade pequenina onde nasci. Aos 15 sonhei com o amor e fui princesa. Aos 20 me descobri beleza, deixei de ser menina e sofri. Aos 30 realizei meu sonho, fui mãe e me fiz eterna. Aos 40 desconstruí o eterno e - mulher - desafiei cada momento, um após o outro, incansavelmente. Aos 50, resgatei meu eu-lírico, tornei-me senhora da minha vontade, da minha beleza e dos meus sonhos. Aos 60 anos... não sei... quando chegar lá, talvez me transmute em deusa... ou perfume...

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Origem da arte: pais e irmãos 

Desde a mais tenra idade transito pelas sendas encantadas da Arte, ao lado dos meus queridos irmãos Maria Auxiliadora (Maux), Geraldo Luiz, Miguel Ângelo, Salvador Augusto (in memorian) e Nancy Maria. Ainda crianças, dirigidos pelo gênio de nosso pai, Professor Geraldo Mota (in memorian), dedilhamos o piano, o acordeon e a clavieta, nas festas ocorridas em nossa cidadezinha, encravada aos pés da Serra Mantiqueira. Sob os rigorosos ensinamentos de nossa mãe, a poeta, escritora e crítica de arte Mariinha Mota, escrevemos nossos primeiros poemas e arrebatamos inúmeros troféus e medalhas, como escritores e declamadores, em diversos concursos realizados no Vale do Paraíba.

Meu destino: casamento e filhos 

Em 1980 casei-me com Arnóbio Felinto e tivemos três filhos: Arnóbio Júnior, Gabriel e Rafael, atualmente, lindos jovens, advogados e estudantes de Direito. Costumo dizer que não tivesse eu sido mãe, sem ser mãe, nada seria. Sobre a beleza, a inteligência e o caráter honesto dos meus meninos, escrevi: 

Filhos - assim os ansiei –
nada pus, nada tirei;
outros fossem esses Zeus,
seriam de outra mãe, não meus!

Música, pintura e poesia 

Expresso-me, no mundo das belas artes, através da música, poesia e pintura. Nestas searas, ainda na adolescência, consagrei-me declamadora e venci alguns concursos de literatura no Vale do Paraíba; estudei acordeon no Conservatório Musical Santa Cecília, em Lorena (1969) e, bem mais tarde, consolidei minha linguagem pictórica no Núcleo de Aprofundamento em Pintura do Parque Lage, no Rio de Janeiro (1994). Atualmente, sou Cônsul dos Poetas Del Mundo para Cabo Frio (Rio de Janeiro), Escritora associada à Rede de Escritoras Brasileiras (REBRA) e Membro Efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras, onde ocupo a cadeira nº 805, cuja patronesse é a poetisa Mariinha Mota.

Cientista do Direito, pesquisadora e professora universitária 

Não obstante possua Tese de Doutorado aprovada por unanimidade em Exame de Qualificação ocorrido no dia 15 de junho de 2005, na Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, por motivo de força maior, interrompi o Curso de Doutorado naquele mesmo ano. Mestre em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1999), graduei-me em Direito pela Universidade Cândido Mendes - Ipanema (1995). Em 2002, atuei como professora convidada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, em 2004, ingressei na Universidade Federal do Rio de Janeiro, através de concurso público, como professor substituto, na categoria de professor auxiliar. Obro como professora palestrante da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e como professora em cursos de graduação e pós-graduação de universidades no Estado do Rio de Janeiro. Neste contexto, opero na área do Direito, com ênfase em Introdução ao Estudo do Direito, Direito Civil e Biodireito, principalmente nos seguintes temas: justiça, direito e sociedade, responsabilidade civil, direitos da personalidade, bioética e biodireito, manipulações genéticas e dignidade da pessoa humana; e, na área da Saúde, como professora da disciplina Humanização em Saúde e Ética em Auditoria. Sou pesquisadora e professora de Metodologia da Pesquisa Jurídica e de Metodologia Científica, em diversas áreas do conhecimento. Sou Membro da Sociedade Brasileira de Bioética e da Associação Brasil Soka Gakkai Internacional.

Budismo de Nitiren Daishonin e a Paz Mundial

Nomeada Embaixador Universal da Paz pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - France & Genève Suisse, em 16 de novembro de 2009. Pratico o Budismo de Nitiren Daishonin, desde 1983, tendo por desafio contribuir para a concretização da Paz Mundial, a exemplo do meu Mestre da Vida, Dr. Daisaku Ikeda, sob as orientações de quem consolido minha crença na possível revolução humana de cada indivíduo, independente das adversidades da vida.