MARA GABRILLI
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BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

Mara Gabrilli, 45 anos, não se intimida diante de desafios. A vida lhe impôs muitos, outros ela foi buscar. “Gosto de transformar”, afirma a deputada federal, escritora, publicitária, psicóloga, colunista de revista, empreendedora social, ex-secretária municipal, ex-vereadora na Câmara de São Paulo, que ficou tetraplégica em 1994 por causa de um acidente que quase lhe custou a vida. Passou cinco meses internada – dois em respirador artificial – e recebeu uma nova condição: a impossibilidade de se mexer do pescoço para baixo. Quando os médicos lhe disseram que ela tinha 1% de chance de voltar a se movimentar, ela disse: “Um não zero. Tenho muito a fazer!”

Fundou, em 1997, o Instituto Mara Gabrilli, OSCIP que desenvolve programas de defesa de direitos das pessoas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta projetos esportivos, culturais e pesquisas científicas.

Na Câmara dos Deputados é membro titular da Comissão de Educação e Cultura, é suplente da Comissão de Seguridade Social e Família e da Comissão do Plano Nacional de Educação (PNE), e integra a Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Em 2001 foi convidada a escrever para uma nova publicação da TRIP Editora, a TPM - Trip para mulheres. Sua coluna mensal - originalmente Um Pensamento, hoje Pra Fechar - ocupa a última página da revista há 11 anos. Em dezembro de 2009, lançou uma coletânea de suas 50 melhores crônicas na TPM, no livro Íntima Desordem (Arx/Versar).

O livro traz relatos do cotidiano e reflexões improváveis de uma pessoa nada comum, pioneira em vários momentos: foi a primeira mulher tetraplégica a posar para um ensaio sensual, na revista-irmã da TPM, a Trip, em 2000; a pessoa com tetraplegia a ser vereadora na capital e a ser deputada federal no Brasil; primeira ocupante da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, criada em São Paulo em 2005; a primeira cadeirante para fazer propaganda de lingerie, entre outros.

As colunas falam dos mais variados assuntos, como cidadania, política, direito das pessoas com deficiência, sexo etc. Os textos selecionados abordam desde fatos e casos rotineiros até das causas defendidas por Mara, como a liberação das pesquisas com células-tronco e a acessibilidade em São Paulo e no mundo. Entre os temas mais leves, o primeiro texto, de 2001, é lembrado por leitores até hoje: “Adoro ficar menstruada”. Outros como “Uma cadeirante em Trancoso”, “Menina no espelho” e “Meu lado vingativo e canibal” falam de situações triviais e hilariantes como tomar uma enorme chuva e clamar por um banho de banheira na casa de um ilustre desconhecido; a curiosidade das crianças quando vêem uma cadeirante e como matar um mosquito que pousou em seu peito - com um cuspe.

Também entre as reflexões mais profundas, Mara Gabrilli divaga sobre a certeza de recuperar os movimentos um dia e voltar a andar (“A espera”), a tristeza de ver o pai doente (“Luiz e Luigi” e “Carta ao Pai”) e alguns momentos antes e após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (“Abandonados à própria sorte”).

Nas palavras de Paulo Lima, publisher da Trip Editora, na contracapa do livro, “nos textos você vai viver a vida dela, entender o que a move, o que a faz chorar e se deliciar de prazer“.

Mara ainda comanda os programas de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos (Estadão/ESPN) e o Momento Terceiro Setor (Trianon AM). Também mantém colunas nos jornais Diário de São Paulo, Jornal da AME, Inclusão Brasil, na revista Sentidos (Escala) e nos portais Nextel, Vida Mais Livre e Congresso em Foco.  

Foi consultora do livro Vai encarar? - A nação (quase) invisível das pessoas com deficiência (Editora Melhoramentos), da jornalista Claudia Matarazzo, que aborda temas simples, mas que podem fazer toda a diferença para o cotidiano das pessoas com deficiência. Pouco se sabe sobre este público. Quem são estas pessoas? Como gostam de ser tratadas? Quais são suas dificuldades e desejos? Por meio de dicas práticas, a autora e a consultora ensinam como receber um amigo ou um profissional com deficiência em sua casa ou empresa, a fazer suaves adaptações do ambiente, as novas tecnologias disponíveis, namoro e vida sexual, entre outras, se mesclam com importantes informações sobre o papel do Estado na inclusão social e dados que revelam o cenário brasileiro frente a essa questão.

Mara Gabrilli ainda participou com capítulos em coletâneas como: Universo Feminino, organizado por Vera Simões (editora Scortecci) e Educação 2010 - as mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores (Humana Editoral) e organizou e produziu os livros Manual de Convivência; Desenho Universal - um conceito para todo; Acesso para Todos em seu trabalho de sensibilização para inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Em reconhecimento a sua atuação, em 2011, foi avaliada como a terceira melhor deputada federal do país por VEJA e o Núcleo de Estudos do Congresso, do Rio de Janeiro, e figura entre os 10 melhores parlamentares na avaliação do Congresso em Foco. Também foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, figurou entre os Cem Brasileiros Mais Influentes de 2008 das revistas Isto É e Época, e foi finalista do Prêmio Claudia na categoria Políticas Públicas.

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