MARIA ALICE RODOVALHO DE SOUZA
PORTUGUÊS
BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

MARIA ALICE RODOVALHO DE SOUZA

BIOGRAFIA.
Nascida e crescida em São Paulo, tive a felicidade de ter uma infância entre a praia e a beira do rio. Um pai pescador que nos levava na tralha de suas aventuras . Abençoada pela beleza e vigor da natureza, perscrutei a mulher selvagem que vive em mim.
Isso marcou-me de forma definitiva. Prenunciou meu destino fora dos grandes centros, das universidades, das urbanidades todas onde vivi até o casamento quando encontrei o parceiro das minhas venturas , companheiro de sina e família, e descobri a mulher fêmea que habita em mim.
De minha mãe herdei os dons do amor que serve, que cozinha, cuida e trata, a força da mulher que ama completamente, e que se recria, a cada dia. Dela herdei a vocação do servir incondicional aos que se ama, afundando as mãos na terra-mater em busca de nossas raízes santas.
A formação em história, contribuiu para o senso da minha própria historicidade, o compromisso comigo e para com minha humanidade. Aí, troquei o pós-graduação pela dança, e as vivências do corpo que pensa, sente e se emociona me arrebataram por inteiro. Dançar a vida ficou mais feliz que as vãs ideologias.
Educadora por vocação, vou colhendo as lições da vida, valorizando temas, reconhecendo mestres, e “cabulando” algumas aulas, vou curtir um pôr-do-sol.
Fiz de mim uma universidade de interesses, e me espalho entre temas que vão da astrologia à agricultura, da nutrição à psicologia, da preservação ambiental à antroposofia, da espiritualidade à cura física... Plantas e flores, gentes e bichos, humanos valores , ....tudo virando cartas, contos, textos, literatura.
Em 1988, viemos morar no sul de minas, três filhos, um sonho, e a vida pra viver. Participei da recepção e desenvolvimento do sistema de florais brasileiros, o que me deu muito a aprender, e a ensinar, o que ainda estou a fazer.
Participei da criação e dirijo o Instituto Flor da Terra,
compromissado com a saúde humana e ambiental, reunindo terapeutas de várias especialidades, além de manter outras oficinas como apiário, herbário, laboratório fitoterápico, e o Sistema Florais de Aiuruoca, disponível para a comunidade e visitantes, e que nasce como livro logo mais.
Apesar da boa qualidade de vida, o câncer de mama veio pra validar estas escolhas, resolver umas pendências internas esquecidas, apresentar-me ao universo desconhecido do câncer. Sobrevivendo à cirurgia e à quimioterapia, me dispus a falar da minha dor. Virou curso, virou livro, e desvirou a sombra em luz.
Bem viva, aos 56 anos, juntei muitos fatos e datas, amigos e livros, trabalhos e jornadas. Mas na incompletude do ser, tenho ainda muito mais que fazer.
Me aguardem, então, ouvirão falar de mim, quiçá, um dia.