MÁRCIA VILLELA
PORTUGUÊS
BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

Nasci em Inhapim, interior de Minas Gerais, uma cidade com nome de passarinho e um manancial de intelectuais, grandes professores e notáveis profissionais de diversas áreas da atividade humana na segunda metade do séculoXX . Fui alfabetizada por meu Pai ,aos 5 anos de idade, numa Cartilha que vinha em fascículos junto à revista O Cruzeiro. Desde aí nunca mais parei: nem de ler, nem de escrever. Minha casa sempre foi repleta de livros, e cresci em estreita intimidade com eles. Fiz todos os meus estudos em Inhapim e Caratinga, o Curso de Magistério e o Curso Científico, preparatório para o Vestibular.
Como filha de família numerosa, sem condições de sustentar-me na Capital, optei por uma Universidade perto de casa, onde morava em casa de parentes. Estudei Engenharia Elétrica na Universidade do Trabalho, hoje PUC- Ipatinga(MG), onde me formei no início do anos 70.
Logo me casei e fui morar no estado do Pará, onde exerci o magistério
lecionando matérias diversas, dadas a precariedade e necessidade das escolas. Prestei concurso para o Banco do Brasil, em Castanhal(PA), de onde me mudei em 1982 retornando a MG. Deixei o Banco após de 19 anos de trabalho. Moro em Governador Valadares desde l989, onde exerci as mais diversas atividades.
Já redigi textos para tele-jornais, escrevi matérias como free-lancer para o jornal local , trabalhei como Assistente de Produção de Programas dirigidos aos jovens e Adolescentes na TV Rio Doce: Teens Conections e
dirigi o TV Rodeio da mesma emissora, uma afiliada da TV Educativa.
Aposentei-me e decidi dedicar-me apenas à literatura.
Não sou escritora, mas considero-me uma escrevente da vida. Ao meu caderno de “anotações da vida” dei o nome de TRETAS: Doida ou Doída Demais? Onde relato o cotidiano e dinâmica da vida. Assuntos vários : cinema, política, amor, desamor, filho que cresce, amigo que parte, a vida em sua eterna mutação. Este diário já está no seu décimo volume. Nunca publiquei.
Não sou nem de longe uma escritora, como Adélia Prado, Drummond e Clarice Lispector , Manuel Bandeira e Fernando Pessoa, meus preferidos, mas como eles também tenho a minha “poesia” e estórias para contar... Fui incentivada a filiar-me à REBRA, pela escritora Gisela Rao, a quem mandei alguns textos.
Tenho a dizer que minha escrita é poética, bem humorada, erótica, profundamente mística e absolutamente feminina. De mulher, que criou os filhos sozinha, acumulou experiências e que põe no papel a vida e sua dinâmica. Tenho 57 anos e tenho dois vícios: ler e escrever.