MADHU MARETIORE
PORTUGUÊS
BIOGRAFIA
 
BIOGRAFIA

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     Nasci poeta e vou morrer de amor pelos sargaços tristes. 

     Dizem que sou de Bom Jesus do Itabapoana, Estado do Rio. Eu digo que vivo em Estado de Graça. Dizem que trabalhei por uma eternidade no Banco do Brasil. Eu digo que atualmente adoro um banco de praça. Dizem que tenho um casal de filhos e quatro netos maravilhosos, e quanto a isso eu concordo. Dizem que escrevo bem. Eu digo que cato conchinhas, que recrio moluscos, e que o reino do mar me completa.
Meu irmão faz questão de dizer que eu deliro. Os cãezinhos de rua me aplaudem. Também, com o sol e o ascendente em Peixes, não se podia esperar muito mais: fico feliz em qualquer lugar no qual se possa pendurar um chapéu. 

     Quanto ao que escrevo... bem... edito por minha conta (por minha máxima culpa) meus minilivros (50X60mm), e saio por aí vendendo-os. Até agora são estes: Em nome de Gaia,  Luares íntimos,  Orbital,  Dez leituras inventadas num domingo coitadinho,  Fragmentos do absurdo,  Minimais,  Tenda dos labores,  A dança,  O livro dos conceitos e desconceitos,  Caderno de notas,   Poemas breves,  Totalmente azul ou quase vinho,  Âmbar,  Terra-de-jardim,  Vestígios,  Poesia na palma da mão,  Com amor e chocolate,  Eu te falo dos frutos,  e Trava-líguas e outros trens (este é infanto-juvenil). Ah, e tem também o Nem damas nem vagabundos (em defesa dos animais abandonados), que acabei de escrever.

     No universo das outras artes, me fascinam a escultura e a fotografia, nas quais me lanço, ainda num nível bem amadorístico. E as colagens artísticas? nossa! que loucura de viagem e essa, que me arranca da cama a qualquer hora da noite! Ali eu coloco meus haicais junto às conchinhas que cato, brincos quebrados, rodas partidas, moluscos, moluscos, moluscos...
 
      É isso, criança. Que eu possa cantar o azul dos rochedos pelos mares vermelhos que encontro. Mesmo que o som seja baixo. E é isso meus mestres e mestras: bom demais aprender com vocês.