SUELY BRAGA
PORTUGUÊS
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RECOMEÇO SUELY BRAGA
 
Ia sentindo uma estranha maré de amargura que vinha subindo, sufocando-a. O sonho de adolescência interrompido. A pintura sempre fora sua paixão. Na juventude percorria as galerias. Visitava as exposições. Devorava os livros sobre os grandes pintores. Picasso e Van Gogh eram seus preferidos. Conhecia os detalhes de suas vidas. Imaginava tornar-se uma pintora famosa, colocando suas telas em grandes exposições, participando de importantes vernissages. Virar notícia nos maiores jornais. Desejava ver seu rosto nas mais importantes revistas. Ler a manchete com letras garrafais na capa com sua foto: ”LÚCIA BERTOLDO A FAMOSA PINTORA, EXPÕE EM PARIS”. O que se passara com ela? Aos vinte anos aconteceu em sua vida a grande virada. Casando-se, transformou-se em esposa submissa de um empresário possessivo e prepotente. Seu sonho ruiu na esquina da vida. A solidão tornou-se imensurável no emaranhado de um casamento frustrante. Um profundo vazio passou a envolvê-la. Sentia-se num imenso túnel escuro sem saída. Queria romper as amarras, abandonar aquela vida medíocre, fútil, desempenhando o papel de esposa do Dr. Gustavo Andrade, presidente do grupo de uma importante cadeia de supermercados. Boneca de luxo para ser exibida nas festas e jantares maçantes. Transformou-se num ser incompleto, frustrado e irrealizado. Um ser que abandonara sua própria identidade. Sempre lhe faltou coragem para tomar uma decisão radical. Agora era chegado o momento. Levou longos anos arquitetando planos, amadurecendo idéias. Dirigiu-se ao quarto, pegou a mala. Olhou demoradamente o ambiente. Em cada canto, em cada objeto deixava um pedaço de si. Seus gestos, sua maneira de ser. Ali viveu suas dúvidas, suas angústias, suas desilusões, sua solidão. Ali derramou muitas lágrimas. Pegou o telefone e chamou um táxi. Desceu lentamente as escadas de mármore com passos firmes. Chegou ao hall, abriu a porta e saiu sem olhar para trás. Atravessou o jardim, abriu o portão e entrou no táxi. Deu o endereço ao motorista e se recostou no banco do carro, olhando distraída através do vidro. Uma chuva miúda caia e as calçadas brilhavam úmidas à luz das lâmpadas. Passavam pessoas de guarda-chuvas muito apressadas, os rostos cansados. Os automóveis deslizavam pelo asfalto molhado e uma ou outra buzina tocava maciamente. Seus pensamentos ainda eram confusos. Agora que decidiu ir embora tudo renascia. Não havia somente alegria e alívio dentro dela. Também uma sensação de medo, de desamparo e doze anos. ”Não voltarei para casa. Isso é infinitamente consolador. Ele ficará surpreso? Sim doze anos pesam como quilos de chumbo?” A vida estava desfeita. Quando se chega ao fim transformada em engano não existe outra possibilidade além do recomeço.Recomeçar doía.Era preciso que houvesse outro dia depois da noite para que pudesse recomeçar. Tenta colocar no pensamento a pintura. Criar era preciso tanto quanto navegar. O táxi parou diante do enorme edifício moderno, pintado de cor laranja com vidros fumês. Desceu, pagou o motorista e entrou. Subiu no elevador e apertou no oito. Tocou a campainha no 804. Jordana abriu a porta com um sorriso franco. Abraçou-a demoradamente e lhe deu boas vindas. Pegou a mala e com a mão dela entre as suas, levou-a até o quarto que lhe escava preparado. O apartamento da amiga era amplo, espaçoso, com uma bela vista para o mar. Decorado com muito bom gosto e arte. Desfez a mala, colocou as roupas no armário de mogno marrom, enquanto Jordana preparava o lanche na cozinha. Dirigiram-se à mesa e comeram uma gostosa pizza de mussarela com vinho tinto seco. Ficaram por alguns minutos silenciosas. Lúcia estava abatida com olheiras, deixando seu rosto triste, embaçar o brilho dos grandes olhos turquesa Jordana para quebrar o silêncio constrangedor começou: ”há muito aprendi que ávida é feita de riscos e de pequenas aprendizagens, pequenos traços dramáticos e muita ousadia”.Ela olhou-a e limitou-se a sorrir. Jordana convidou-a para visitar seu atelier. Entraram. Lúcia tinha saudade do cheiro de tinta e da textura das telas que há muitos anos não teve o prazer de experimentar. Olhou os quadros tão belos e expressivos e deteve-se diante da pintura de uma jovem de olhos suaves e doces, profundos e se deixou ficar num mergulho tão longo que não conseguira decifrar. Pensou então que mais do que nunca estava decidida a recomeçar. Quanta coisa se deixa para trás na vida, no mundo. Grata e emocionada perdeu-se na imaginação, viveu cada um dos quadros, cada pincelada, cada mistura de cor como se fosse dela. Na manhã seguinte, Lúcia saiu cedinho. Ia procurar um apartamento para morar O outono trazia um vento agradável que se instalou em sua alma, como a lhe proteger das inseguranças. Recomeçar exige teimosia. O que é a vida senão uma teimosia cotidiana? Após dois anos Lúcia transformou-se em outra mulher madura e decidida. Em seu atelier, sentada em frente o cavalete, palheta e pincel entre os dedos ágeis dão os últimos retoques em mais um quadro de sua coleção. Contempla com entusiasmo e admiração a paisagem que parece saltar viva da tela Uma infinita emoção invade-a completamente. O tempo passou implacável. Precisa recuperar os anos perdidos. Esquece tudo diante do cavalete, pinta convulsivamente. Livre volta a freqüentar galerias e exposições. Comparece a todos os vernissages para as quais é convidada. Seu mundo mudou, sua vida tomou um novo rumo Saboreia cada momento com entusiasmo. A noite cai densa. O som de Beethoven transporta-a para um delicioso devaneio Com olhos semicerrados, imagina-se numa imensa galeria, num suntuoso edifício, cercada de fãs, personalidades de destaque admirando suas telas. Jornalistas entrevistando-a em seu primeiro vernissage. Toca a campainha. Lúcia levanta-se assustada. Não está esperando ninguém. Abre a porta. Apresenta-se diante dela um desconhecido. Um homem alto, magro, elegante, de boa aparência. Ele indaga-lhe: ”você é Lúcia a pintora?” Ela gagueja surpresa: “Sim sou Lúcia. O que deseja?” “Sou Artur, muito prazer. Sou marchand. Vi uma tela sua, na galeria de um amigo. Achei-a valiosa. Interessei-me. Vim procurá-la

    EU E A PAISAGEM


”  As palmeiras majestosas sacodem as folhas ao vento, como as cabeleiras das ninfas garbosas.

 Nuvens brancas, viajam na abóboda celeste.

 Uma barra de nuvens acinzentadas divide o céu azulado.

 As flores coloridas : rosas, azaléias, margaridas, espalham seu olor adocicado
..
 Se destacam no verde do gramado.

 Silenciosa faço parte da paisagem

 Com emoção admiro a beleza e me encanto com a natureza, que enfeita minha 

solidão
.
 Autora: Suely Braga

 
 

PRECE DO PLANETA PROSA POÉTICA SUELY BRAGA
 Ama-me. 

Sou obra da Criação. 

Sou tua casa.

 Respeita minhas florestas.
 

Luta contra o desmatamento e as queimadas provocadas pela ganância dos homens.

 Evita a poluição dos meus rios, lagoas e mares.

 Combate a poluição das fábricas, dos automóveis, dos ônibus.

 Da energia poluente. 

Toma simples atitudes em meu favor como separar o lixo para ser reciclado.

 Evita o acúmulo de lixos nos rios e lagoas que matam os peixes


. Conserva minhas lindas praias.

 Ama os pássaros. 

Ama todos os animais.

 Conserva os que estão em extinção como: os animais marinhos, os macacos do
 
Pantanal e todos os outros animais da Floresta Amazônica

. Minhas geleiras estão derretendo.

 Minha camada de ozônio aumentando

. O sol prejudica tua pele e cria doenças

. As correntes climáticas mudando.

 Cuida da tua saúde.


 Aproveita as frutas saborosas e as verduras ecológicas.

 Cuida de mim para que as novas gerações, teus filhos e netos não venham sofrer 

as consequências de tua irresponsabilidade, egoísmo e ganância dos homens.


 NÃO ME DESTRUA. OSÓRIO, 28/09/2014.
 

        A PRTILHA


Caminho sem pressa. Passos cadenciados, sem direção definida. Ando pensando como a cidade é bonita, bem arborizada, É primavera e os jardins e jacarandás floridos. enfeitam a cidade,colorindo as paisagens. O sol batendo nos prédios e os vidros dando reflexos. Os carros passam em fila ruidosamente. As buzinas pedem passagem. Pressa. Gente que deixou os trabalhos, homens engravatados, executivos, pessoas que se dirigem às fábricas. Motos, caminhões, apertando-se nas ruas. Gente anda apressada para com seu trabalho construir a sociedade. Chego à praça, procuro um banco. Sento-me e observo meu companheiro ao lado. Idade impossível de saber-se. Seu rosto enrugado é sereno e articulado como uma gravura medieval. É com o olhar que ele me toca, como uma flauta, tirando de mim as melhores notas, os melhores acordes, as melhores escalas. Olho-o demoradamente e quando nossos olhos se encontram ele sorri, com um sorriso largo nos lábios murchos. “Gosto desta praça. Venho aqui todos os dias para ocupar o tempo que é vagaroso, na minha idade. Conheço pessoas, encontro velhos amigos, companheiros de trabalho. Moro sozinho. Na minha idade já os amigos ficam raros.” Este homem bem no íntimo espera um acontecimento qualquer, como os marinheiros em perigo relanceiam olhos desesperados pela solidão, procurando ao longe alguma vela nas brumas do horizonte. O homem, como eu, andou sem querer andar, sentiu sem querer sentir.,cansou sem querer cansar.Ele em sua solidão no ocaso da vida, partilha a minha solidão de jovem desempregado cansado de ouvir:”NÃO HÁ VAGA”. (Esta crônica foi publicada na Antologia “Del Secchi” - em 2002)


     PROSA POÉTICA                                                É PRECISO SONHAR 


É preciso sonhar que o mundo é um lago azul tranqüilo e sereno. Que os corações dos homens são um jardim com flores coloridas e perfumadas. Que suas mentes são estrelas que cintilam no ceu. Que tenham a pureza da areia branca das praias. Que seus pensamentos são o clarão da lua cheia que ilumina a noite escura dos caminhantes. Que suas vozes tenham a doçura da voz de uma criança. Que sejam as cachoeiras que jorram a água nas pedras Que o entendimento seja o sol, que aquece e derrete o gelo das nevascas, Que o amor seja a chama que reina sempre sem nunca se pagar. Que as almas sejam a água pura e cristalina dos riachos. Que o amor à natureza respeite e conserve a obra do Criador. Que a amizade seja a brisa das manhãs radiosas. Que a vida seja sempre um desafio a conquistar. É preciso sonhar. É preciso fazer da Esperança a mola mestra, que nos impulsiona a viver. É preciso sonhar. com a Paz entre os povos. Viver a magia e a poesia. É preciso crer na Utopia. . 


                 ANDARILHOS


Nas andanças da vida.
 
Andarilhos perdidos buscam a lua.

 Desprezam as estrelas que bordam seus caminhos. 



                  POETRIX

      LINDA MANHÃ DE VERÃO

    
        Linda manhã de verão.

        O sol ilumina e alegra.

        Os pássaros cantam uma canção.

                               Osório,01/02/2015




                POETRIX

        ESTRELAS

            Estrelas no céu a brilhar.

           Quisera ser uma estrela

          para tuas noites iluminar.

                        Osório, 22/02/2015.



       






CONINCIDÊNCIA 

   CRÔNICA
 
O ônibus recém havia chegado. Entrei na fila.
As nuvens pesadas, cinzentas, carregadas de chuva desapareceram. Um céu azul desdobrava-se sobre a cidade, pincelado pelos raios do sol. Apesar da quantidade de passageiros que aguardavam à minha frente, encontrei acento na terceira fila. Consegui acomodar-me no banco duro de fibra. Sentei-me como se carregasse todos os problemas do mundo. Finalmente o ônibus partiu. Queria dormir. As repetidas freadas, as vozes, o barulho ensurdecedor do tráfego não dava trégua. O motorista resmunga alguma coisa que não consegui entender. A moça senta, ele continua a resmungar. Não presto atenção, Meu corpo quer desmontar. Os ossos doem. O sinal abriu, buzinados. A curva me atordoa. Duas mulheres descem, os pacotes caem. Os passageiros que viajam em pe apertam o meu ombro contra o velho, sentado junto à janela.
Observo-o. Magrinho, miúdo, olhos empapuçados, queixo fino, eriçado com farpinhas de barba branca. Rosto discreto, um desses rostos que se apagaram, gastos pelas fadigas, ou pelos revezes da vida. Meu pensamento voou. Como encontrarei meu velho pai? Há quanto tempo eu não ia visitá-lo!
Senti um aperto forte no peito, um amargo na boca seca. a culpa pesando.Não adianta.Temos que aceitar as coisas como elas acontecem.Assim é a vida.Agora ficar lamentado não adianta –pensei.
A moça desceu. Apertei a campanhia. Olhei a placa do outro lado da rua-“ASILO SANTA RITA”. Desci. O velho levantou, gingou nos sapatos furados e desceu meio cambaleante. Olhei nos seus olhos. Fiquei surpreendido. Eram vazios, parados. Mortos como os de alguém a quem a vida não surpreende mais e se conforma.
Apertei sua mão enrugada e fria. Esboçou um sorriso, deixando à mostra as gengivas sem dentes.
Mudo com a emoção transbordando, as palavras morrendo na garganta balbuciei: ”Até breve”.
Crônica classifica no 4º Concurso Artístico Literário “Prêmio Missões” e publicada na Antologia Prêmio Missões –Roque Gonzáles/RS -2001




OS BRAÇOS DO VENTO Os braços do vento agitam as palmeiras. O sol alegre beija as flores no jardim. As águas do chafariz rodopiam festivas. Dançam o Lago dos Cisnes. Pessoas sentadas nos bancos apreciam o movimento da cidade. Outros passantes seguem nas calçadas distraídos. OSÓRIO-RS, 10/09/2012.






A POESIA 

SUELY BRAGA 

Necessito da poesia
para respirar,
para sonhar,
para viver.
Necessito da poesia
como as flores
necessitam de sol para florescerem.
Como as sementes
necssitam de terra para germinarem.
Como as plantas necessitam
do orvalho da noite,
necessitam da chuva para crescerem.
Poesia é emoção.
É inspiração.
É transpiração.
A poesia pode revelar a dor.
Cantar o amor.
Poesia é arte.
É beleza.
É um hino à natureza.

Osório, 16/11/2014. 



          A chegada do Outono


    O verão partiu com o calor

    abrasador.

   Deixou um clima mais ameno.

   A Estaçao mudou.

   Chegou o Outono.

   Os ipês floridos desfolham.

   O chão pinta-se de colorido.

   As folhas bailam

   com a canção do vento.

   As manhãs nascem exuberantes.

   Outono é minha Estação preferida.

   Meu coração agradece.

   Minha alma vibra

   por mais um Outono de vida.






OS DOIS BRASIS SUELY BRAGA O Brasil é um país continental, com muitas riquezas e belezas naturais.Possuidor da Floresta Amazônica, já tão devastada pela ambição e ganância de brasileiros e estrangeiros.É cobiçado pelos Estados Unidos e outros países europeus. É um páis com uma imensa desigualdade social. De um lado um número grande de milionários, e uma elite conservadora e de outro lado grandes bolsões de pobreza. Nas grandes metrópoles erguem-se enormes mansões, ao lado de imensas favelas. Existem dois Brasis: um dos abastados e endinheirados e outro daqueles que passam fome e não gosam de seus direitos de cidadãos: direito à alimentação, a terra, à moradia, à educação e ao trabalho. Existem dois Brasis: um que é mostrado pela mídia, que penetra em todas as casas da população. Um país que está à beira do caos, sem desenvolvimento, com uma inflação desenfreada, assolado pela corrupção: mensalão, corrupção na Petrobrás que está quebrada, à beira da falência. Mostra que a corrupção iniciou a partir de 2003 com o governo Lula, como se a corrupção nunca existisse no Brasil. O país da mídia oligopólica que escamoteia a verdade e mostra aquilo que é de seu interesse, do interesse dos patrocinadores e dos grandes grupos econômicos dominantes. Mas existe outro Brasil, o verdadiero, que a mída não mostra e a população menos esclarecida não conhece. Um Brasil que tirou mais 150 milhões de brasileiros da miséria, que vem desenvolvendo as regiões mais castigadas pela pobreza e miséria, que formou uma nova classe média, que construiu milhões de moradias populares, que colocou milhões de crianças nas escolas e criou mais de 200 Universidades Federais, criou o PROUNI, O ENEM, O FIES para colocar adolescentes e jovens nas Universidades. Um Brasil que criou o Sistema de Cotas para ingresso nas Universidades e nos Concursos Públicos, onde o filho do trabalhador e o negro podem ter uma profissão universitária. Criou e espalhou as Escolas Técnicas por todos os estados e municípios. Um país que está desenvolvendo sua infraestrutura, com ferrovias, estradas, portos e aeroportos. O Brasil que é o mais importante país da América Latina e hoje deixou de ser dominado pelo imperialismo americano e é respeitado no mundo inteiro. A Petrobrás e o pré-sal estão atualmente funcionando e produzindo milhares de barris de petróleo diários, mas isto não é noticiado. A notícia mais importante para a mídia é a novela do Lava Jato. É a corrupção na Empresa que está sendo desvalorizada, porque os maus brasileiros poderosos querem privatizá-la, vendendo-a para o EE UU. O verdadeiro Brasil é desconhecido da maioria dos brasileiros. Osório, 29/03/2015. A CULTURA DO MEDO SUELY BRAGA Segundo o escritor uruguaio Eduardo Galeano o mundo vive a cultura do medo. Os países armamentistas provocam e conservam as guerras aniquilando e matando povos inteiros. Criam o medo e o pavor que se espalha pelo mundo. O homem vive com medo. Medo do colesterol, do câncer, dos ataques cardíacos, do alzaymer, do parkson, da depressão, da droga e de todas as doenças modernas, que apesar dos avanços da medicina continuam se espalhando. Tem medo de andar, caminhar porque pode ser assaltado. Medo dos fenômenos da natureza: enchentes, terremotos, Surinames, desmoronamentos. Medo de andar de avião, de andar no trânsito e ser acidentado. O homem tem medo do próprio homem. Não há mais confiança entre os homens. Medo de ser enganado, ludibriado. A mídia invade, diariamente, nossas casas espalhando a cultura da violência. Assaltos, roubos, seqüestros, suicídios, homicídios, estrupos, tragédias, apavorando-nos cada vez mais. Vivemos cada dia mais trancafiados em nossas casas gradeadas, chaveadas. Câmaras de segurança se espalham aos milhares nas ruas, nos edifícios, nos condomínios, nos shoppings em por todos os lugares. Quadrilhas de traficantes comando a violência de dentro dos presídios. Em nosso país a impunidade corre solta. Criminosos perigosos transitam em liberdade por todos os recantos sem que nada lhes aconteça. Conforme afirma o escritor Eduardo Galeano o homem moderno, apesar de todas as conquistas tecnológicas, da internet, redes sociais, comunicação on-line está dominado pelo medo. Osório, 06/09/2013. A CULTURA DO MEDO SUELY BRAGA Segundo o escritor uruguaio Eduardo Galeano o mundo vive a cultura do medo. Os países armamentistas provocam e conservam as guerras aniquilando e matando povos inteiros. Criam o medo e o pavor que se espalha pelo mundo. O homem vive com medo. Medo do colesterol, do câncer, dos ataques cardíacos, do alzaymer, do parkson, da depressão, da droga e de todas as doenças modernas, que apesar dos avanços da medicina continuam se espalhando. Tem medo de andar, caminhar porque pode ser assaltado. Medo dos fenômenos da natureza: enchentes, terremotos, Surinames, desmoronamentos. Medo de andar de avião, de andar no trânsito e ser acidentado. O homem tem medo do próprio homem. Não há mais confiança entre os homens. Medo de ser enganado, ludibriado. A mídia invade, diariamente, nossas casas espalhando a cultura da violência. Assaltos, roubos, seqüestros, suicídios, homicídios, estrupos, tragédias, apavorando-nos cada vez mais. Vivemos cada dia mais trancafiados em nossas casas gradeadas, chaveadas. Câmaras de segurança se espalham aos milhares nas ruas, nos edifícios, nos condomínios, nos shoppings em por todos os lugares. Quadrilhas de traficantes comando a violência de dentro dos presídios. Em nosso país a impunidade corre solta. Criminosos perigosos transitam em liberdade por todos os recantos sem que nada lhes aconteça. Conforme afirma o escritor Eduardo Galeano o homem moderno, apesar de todas as conquistas tecnológicas, da internet, redes sociais, comunicação on-line está dominado pelo medo. Osório, 06/09/2013. A CULTURA DO MEDO SUELY BRAGA Segundo o escritor uruguaio Eduardo Galeano o mundo vive a cultura do medo. Os países armamentistas provocam e conservam as guerras aniquilando e matando povos inteiros. Criam o medo e o pavor que se espalha pelo mundo. O homem vive com medo. Medo do colesterol, do câncer, dos ataques cardíacos, do alzaymer, do parkson, da depressão, da droga e de todas as doenças modernas, que apesar dos avanços da medicina continuam se espalhando. Tem medo de andar, caminhar porque pode ser assaltado. Medo dos fenômenos da natureza: enchentes, terremotos, Surinames, desmoronamentos. Medo de andar de avião, de andar no trânsito e ser acidentado. O homem tem medo do próprio homem. Não há mais confiança entre os homens. Medo de ser enganado, ludibriado. A mídia invade, diariamente, nossas casas espalhando a cultura da violência. Assaltos, roubos, seqüestros, suicídios, homicídios, estrupos, tragédias, apavorando-nos cada vez mais. Vivemos cada dia mais trancafiados em nossas casas gradeadas, chaveadas. Câmaras de segurança se espalham aos milhares nas ruas, nos edifícios, nos condomínios, nos shoppings em por todos os lugares. Quadrilhas de traficantes comando a violência de dentro dos presídios. Em nosso país a impunidade corre solta. Criminosos perigosos transitam em liberdade por todos os recantos sem que nada lhes aconteça. Conforme afirma o escritor Eduardo Galeano o homem moderno, apesar de todas as conquistas tecnológicas, da internet, redes sociais, comunicação on-line está dominado pelo medo. Osório, 06/09/2013. CONTEMPLA TUA ESTRELA Quando partires cntempla tua estrela que cintila no teu céu. Guia-te por ela. Faze como os Reis Magos que seguiram a Estrela de Belém. Ela iluminará teu caminho. Não tropeçarás nas pedras à tua frente. Não cairás nos prcipícios que a vida te apresentará. Osório, 18/04/2015. ENCONTRO CASUAL SUELY BRAGA Mirela está viúva há dois anos. Gabriel morreu em um acidente automobilístico. Ficou apenas dois anos casada, mas viveu uma grande amor.Foi uma história de paixão, amizade, companheirismo, cumplicidade.Ainda encontra-se um pouco abalada. Entra em férias e vai passar umas semanas em Recife, na casa da amiga Marcela, na praia de Boa Viagem. Despacha a bagagem, enquanto ouve a última chamada para seu voo. Entra no avião e acomoda-se na poltrona vazia no meio da aeronave. Senta-se ao lado de um senhor grisalho com traje de executivo. Casaco e calça azul marinhos, camisa azul e gravata vermelha, com uma pasta preta sobre os joelhos. Mirela pegou o jornal para se colocar a par das últimas notícias. O senhor, após a partida, reclinou a poltrona, fechou os olhos e ficou mergulhado em seus pensamentos. Mirela sentia que de vez em quando ele abria os olhos e olhava de soslaio para seu decote, deixando à mostra a pele morena. Ela não conseguia se concentrar na leitura. Uma sensação estranha percorria o corpo, um frisson e o coração batiam mais fortes. Ele quieto aspirava o perfume que ela estava usando.De repente, ele repôs a poltrona no lugar, olhou para ela e perguntou:”Está indo para Recife?” Ela surpresa respondeu: “ Sim, vou passar as férias na praia de Boa Viagem.” Desculpa minha indiscrição, vai se hospedar em hotel? Qual?”“ “Não, vou ficar na casa de uma amiga.” Ele falou: “então vou me apresentar:” Sou Maurício, engenheiro agrônomo e vou à Recife participar de uma conferência sobre o meio ambiente.E você ? Ela meio encabulada “respondeu:” sou Mirela, moro em Porto Alegre e trabalho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Entabularam uma conversa animada. Maurício contou que é viúvo, perdeu a esposa a cinco anos fulminada por um câncer violento. Tem dois filhos estudando medicina na Inglaterra. Mora também em Porto Alegre é ambientalista. Mirela diz-lhe que também é viúva, há dois anos perdeu o marido. Mauricio irradia uma simpatia que Mirela não pode esconder a atração pelo companheiro de viagem. Nunca, após a morte de Gabriel, havia sentido por outro homem o que se passava agora com Maurício, aquele homem másculo, bonito e simpático. O comissário anunciou que o avião dentro de dez minutos aterrizava no aeroporto da cidade de Recife. Maurício e Mirela desceram, trocaram cartões. Despediram-se com um longo aperto de mão. Maurício prometeu que lhe telefonaria à noite. A INTERNET E A LITERATURA SUELY BRAGA No século XXI, onde impera a robótica e a informática, o mundo entra em nossas casas, através da telinha da televisão e da internet. O planeta torna-se uma aldeia global. Desaparecem as cartas. Em seu lugar ficaram os telefones celulares, que se multiplicam aos milhões. Hoje, através da internet: dos e-mails, dos sites, dos orkuts, dos twitter podemos inteirar-nos de todas as notícias e por meio das redes sociais: facebook e conquistamos quantos amigos virtuais quisermos. A literatura acompanhando a época do corre corre,em que as pessoas são privadas de tempo, transformou-se para acompanhar a situação atual dos leitores. Tornou-se moda os pequenos poemas, os contos, as crônicas, os minicontos, os poetrixs, os haikais, as colunas nos diversos sites. É claro que continuam os romances longos, romances históricos de autores importantes, ou não. Livros que carregamos na bolsa e podemos lê-los no ônibus, nos bancos de praça, nos consultórios, nos laboratórios, em qualquer lugar que estejamos. As editoras estão também compilando os clássicos da literatura mundial em pequenos compêndios, práticos para a leitura. A internet que é um meio de comunicação valioso tem também algumas desvantagens. Os jovens estudantes do ensino médio e universitários, muitas vezes copiam textos inteiros, assinando-os como se fossem deles. Não é pesquisa, é cópia integral. Outros usam nomes de grandes escritores como: Mário Quintana, Carlos Drumonnd de Andrade Luis Fernando Veríssimo, Marta Medeiros em textos e ppss que não são de sua autoria. Precisamos estar alertas. Através da internet difamam-se pessoas, especialmente políticos. Se redige e-mails difamatórios usando nossos nomes. Difunde-se a pedofilia através da internet. Os pais devem ter cuidado e se interarem dos programas que seus filhos participam. Deve haver um controle para que as crianças e adolescentes não sejam enganados. Assim a internet pode ser usada para o bem e para o mal. Como excelente fonte de comunicação e pesquisa, mas também como fonte de propaganda enganosa e perniciosa, criando sérios problemas. OSÓRIO- RS, 07/01/2012. .