ANDREZA GIL
PORTUGUÊS
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Morena
Nasci ali no Igarapé das Mulheres.
Fui criada com a fartura do açaí e camarão.
Filha do Rio Amazonas,
Da sua água barrenta e benta abençoada pelo São José,
Que está na foz sempre protegendo a sua gente.

Minha mãe me criou ouvindo
As poesias de Osmar Junior,
A doce voz de Amadeu Cavalcante
E o samba da Boêmios do Laguinho.

Macapá, teu orgulho maior são teus
Filhos que te amam e cuidam,
Que te fazem viva no Marabaixo e no Batuque,
Dos giros das saias das tuas filhas morenas.

Minha Macapá, és a morena da
Poesia dos teus filhos poetas.
Teu encantamento é a inspiração
Que nele brota,
É o alimento que ele precisa
Para deixar tua história viva
Aos filhos que ainda virão para te conhecer.


Grito
Essa injustiça solta pelas esquinas
Essa pressa que passa por cima
Esse povo que chora e grita.
Grita pela dor que corrói
A esperança de justiça.
A rosa branca erguida
No meio da multidão que grita:
-Justiça! Justiça!


Ao dono dos olhos encantados
És um brilho de ser,
Um ser de brilho.
Um ser que passa e ilumina.
Ilumina seu espaço,
Ilumina as outras vidas.

Teu canto encanta
Com a paz e alegria dos sentimentos que tu regas
As rosas brancas da tua vida.

Teus olhos,
Uma fonte de amor e confiança no homem.
O sorriso e os olhos
De um ser de encanto e encantamento.