DORA DIMOLITSAS
PORTUGUÊS
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A revolta dos Deuses


Transbordo ópera na espreita
Explosão nuclear, começo e fim
Medos, tsunami, violação do estante

Abro as cortinas e entulhos se sobrepõem
Transformações profundas sísmicas
Medos ,lágrimas e  espanto

 Já é tarde demais
Os deuses já despem os véus

Dora Dimolitsas



Perplexidade

O homem sempre  será  assim,
Assim até o ultimo instante,
Será   homemconsome  homem.

Quase um baciloscópio,
Será que a idiocracia é gens?
 Ou  um  backup, delirante,


 O homem é como o eleu sem rumo
Ou  apenas como um pâmpano.

Dora Dimolitsas



        Sangra o santo sudário
a espada é o elo,
             esbarra nas distorções,
                 fazem os abismos de Breton
                                   no caracol do rebento
não há lamentos
                         microcefalia,cólera, massas profanas
                                             ( os impúberes-psíquicos )
           deixam expostos o brilho
                           dos olhos,
                                            nos ossos do crânio sagrado
                               Dora Dimolitsas