IRONITA MOTA
PORTUGUÊS
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EM  MEIO A TANTA AREIA,POUCO VERDE  E POUCA  ÁGUA,PORÉM  COM UMA  BELEZA  INFINITA...

A MAIS OU MENOS UNS DOIS KILOMETROS  DE UMA PEQUENA MINA DE  ÁGUA,EM  UM PEQUENO CASEBRE, VIVE UMA  MENINA CHAMADA  ISABELLA, A FAMÍLIA  DELA JÁ FOI SE EMBORA  A MUITO TEMPO,E ELA NÃO QUIS IR,FICOU MORANDO COM SUA AVÓ.

ELAS VIVEM DE UMA PEQUENA CRIAÇÃO DE OVELHAS, ISABELLA É UMA LINDA MENINA DE APENAS NOVE ANOS,TEM PELE CLARA,CABELOS PRETOS E LONGOS E UM BELO PAR DE OLHOS AZUIS,QUE SE MISTURA COM O AZUL DO CÉU DO DESERTO.

DE VEZ  EM QUANDO POR ALI PASSA ALGUNS VIAJANTES E ELES DIZEM DE MUITO LONGE JÁ SE OUVE A VOZ DE ISABELA,ELES DIZEM QUE: DORMEM NA BEIRA DAQUELA PEQUENA MINA,NÃO SÓ POR TER ÁGUA,MAS SIM; POR OUVIR AQUELA LINDA VOZ.

DIZEM TAMBÉM QUE SE OUVE AQUELA MUSICA A NOITE TODA, E ELES DIZEM TAMBÉM QUE ELA CANTA ENQUANTO BUSCA ÁGUA,CANTA ENQUANTO ORDENHA AS OVELHAS, E AINDA TEM ALGUNS QUE DIZEM QUE ELA CANTA ATÉ QUANDO DORME,PORÉM DIZEM QUE A MUSICA QUE ELA CANTA;É DE UMA BELEZA QUE MEXE COM O CORAÇÃO E COM A ALMA,QUE TRAZ PAZ,ALEGRIA E TAMBÉM UM SENTIMENTO QUE NÃO SE EXPLICA;SÓ SE SENTE,MAS DIZEM QUE SE SENTE E SE OUVE A MUSICA,
MAS  A LETRA  NÃO SE ENTENDE,POIS A LÍNGUA QUE ELA CANTA,NINGUEM CONHECE, E ENFIM DIZEM QUE ISABELA É UMA MENINA ENCANTADA DO DESERTO, E QUE CANTA PARA ENCANTAR O DESERTO.

Ironita Mota

NOITE SOMBRIA! Nesta noite; sai lá fora, olhei para o céu, Estava todo escuro, com Nuvens pretas, Não se via estrelas, não se Via a Lua. Olhei para o mundo! Tudo escuro; não sei se tive Medo, ou pavor; O silêncio era total, nada via, Nada-se ouvia, nem o barulho das águas que no Riacho corria; nada se ouvia! Parece que tudo temia aquela noite sombria. Tive medo da morte, tive medo da vida; Tive medo de dormir, tive medo de acordada, Ficar. Todos dormiam; e nada se via; Tive medo de dormir e não mais acordar. Logo eu; que achava que tudo, eu podia, eu Resolvia, era só mandar Estava diante, de uma noite temerosa e Sombria, lá estava eu, me sentindo um Grão de nada, diante de tanta magia, Diante de tanto mistério! Eu nada... Podia! Bateu-me uma tristeza de doer; comecei a Imaginar, do que me vales tanto poder; Se diante de tudo isto; eu nada posso fazer. Olhando para o horizonte... E não se vendo nada; além de uma imensa escuridão; pedi ao pai,quero com o mundo Reconciliar-me: coloquei a cabeça entre as mãos, E comecei com ele a falar, cochilei, e despertei-me assustada! Novamente para o céu, olhei; e vi Uma linda estrela a brilhar... entendi que era a estrela da... ESPERANÇA. Ironita Mota